Botulismo: não dê mel a seu bebê
O botulismo é uma forma de intoxicação alimentar rara mas letal, causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, presente no solo e em alimentos contaminados e mal conservados. A doença se caracteriza por paralisia muscular e morte por parada respiratória. Há várias formas de botulismo: o infantil, em animais e no homem. Os bebês desenvolvem botulismo pela ingestão de mel. As abelhas costumam coletar esporos de botulismo enquanto coletam o néctar e os misturam ao mel. A maioria das pessoas pode ingerir esses esporos sem problemas porque possÃveis bactérias em nossos intestinos e sistemas imunológicos saudáveis elimam os esporros, mas os bebês ainda não possuem essas defesas.
Os esporros são extremamente resistentes, podendo sobreviver por longos perÃodos nos mais diversos ambientes. No homem, a doença é geralmente transmitida pela ingestão de alimentos que não foram devidamente esterilizados como as conservas caseiras de vegetais e pescado, embutidos de carne e presunto. Um detalhe importante: a toxina não altera o sabor dos alimentos, tornando difÃcil identificar sua presença. Sintomas do botulismo humano são constipação intestinal, náuseas e vômito. Diarreias podem ocorrer, embora não sejam frequentes, pois a toxina não tem atividade irritativa na mucosa digestiva. Outros sintomas também podem ocorrer como fraqueza, vertigem, fotofobia (aversão à luz), cegueira para cores, visão dupla e ausência de lágrimas. O tratamento ideal para pessoas é o soro antibotulÃnico no inÃcio da doença, pois uma vez instalada nas terminações nervosas a toxina não poderá mais ser inativada. Previna-se da doença descartando alimentos suspeitos ou com embalagens danificadas, latas amassadas, enferrujadas ou estufadas. Além disso, cozinhe ou ferva os alimentos por alguns minutos. Altas temperaturas matam os esporros.
No Brasil, o botulismo causa enormes prejuÃzos econômicos à pecuária devido ao grande número de animais que morrem com a doença. O problema é verificado em rebanhos de gado de corte que sofrem de carência alimentar (deficiência de ferro). Os solos e pastagens do Rio Grande do Sul, possuem baixos nÃveis de fósforo, o que faz aumentar a incidência de botulismo. As vacas em gestação ou lactação são as mais acometidas pela doença. Há relatos também de surto de botulismo em búfalos no Maranhão, porque eles têm o hábito de se banharem na lama e ingerirem água estagnada. Os principais sintomas da doença nos animais são: paralisia dos músculos de locomoção, mastigação e de deglutição. O problema manifesta-se inicialmente nas patas traseiras, e o animal começa a apresentar andar duro e desajustado, preferindo ficar deitado.
O botulismo, apesar de ser uma toxina maléfica, atualmente é utilizado na medicina humana como relaxante muscular, em cirurgias plásticas para retirada de rugas, como medicamento para o mal de Parkinson e, ainda é usado em casos de paralisia cerebral.
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Publicado por Conceicao Costa







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