Bebida do bem, café
Começar o dia com uma boa dose de ânimo, espantar o sono e curar a “ressaca”, para tudo isso um bom e forte cafezinho. Além destas propriedades conhecidas de todos e comprovadas por cientistas e médicos, o famoso cafezinho tem mais uma qualidade testada e aprovada.
O químico Daniel Perrone, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estudando o efeito da torrefação do café sobre os aspectos benéficos e prejudiciais do café à saúde humana por meio de uma abordagem holística, descobriu que a bebida contém várias substâncias, muitas delas associadas à atividade antioxidante. O projeto desenvolvido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro (Faperj) comprovou que o café contribui para a redução no risco do desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas.
No café estão os ácidos clorogênicos em laconas, componente responsável em grande parte pela atividade antioxidante. E mais, o ácido tem potencial antibactericida, antiviral e anti-hipertensivo, por isso o cafezinho pode ser consumido, em doses moderadas, pelos pacientes cardíacos. A cafeína, que possui efeito estimulante sobre o sistema nervoso central, na capacidade do aprendizado e na resistência ao esforço físico, contribui também para a ação antioxidante após ser transformada pelo organismo.
No processo de industrialização o café sofre mudanças drásticas na composição química do seu grão, alguns componentes se perdem, ao mesmo tempo em que outros são gerados. Diversos fatores, como temperatura, velocidade do ar e tipos de torradores influenciam diretamente nos “ingredientes” químicos da bebida.
Outro componente encontrado no café, a niacina, vitamina do complexo B, formada pela degradação de um composto presente no grão, conhecido como trigonelina, conseqüência do processo de torrefação age também como antioxidante.
A bebida, paixão do brasileiro, é um excelente aliado da saúde do homem, protegendo contra várias doenças, dentre elas as doenças degenerativas.
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Publicado por Mondarto







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