Incidência de bebês prematuros cresceu quase 30% na ultima década
O Ministério da Saúde acaba de revelar que a ocorrência de nascimentos de bebês prematuros no Brasil cresceu 27% entre os anos de 1997 e 2006. Segundo o levantamento realizado, a quantidade de casos aumentou de 153.333 nascimentos prematuros para 194.783, o que representaria uma progressão de 5,3 para 6,7% do total de nascimentos no paÃs.  E acredita-se que o número real seja muito maior, uma vez que ocorre grande taxa de subnotificação, principalmente nos estados do Norte e no Nordeste, onde mais crianças nascem em casa, e muitas mulheres sequer fazem acompanhamento pré-natal. Mas não é só no Brasil que o quadro de aumento da prematuridade vem apresentando aumentos gradativos, mas em quase todos os paÃses do globo, onde alguns especialistas acreditam estar havendo uma transição epidemiológica perinatal.
É por isso que o pediatra e epidemiologista Marco Antônio Barbieri, professor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, se prepara para iniciar o maior estudo sobre prematuridade já realizado no Brasil, avaliando quase 15 mil crianças das cidades de Ribeirão Preto e São Luiz do Maranhão para identificar fatores que podem causar a prematuridade dos partos, e ainda as conseqüências para os nascidos nestas condições.
Apenas 30% dos casos de nascimento prematuro tem explicação médica encontrada. Entre as principais situações atualmente conhecidas que podem levar à prematuridade, encontramos a depressão e ansiedade, exposição à poluição, estresse, violência social e doméstica, infecções e aumento no número de cesáreas programadas em que podem acontecer erros de avaliação da idade gestacional.
Considera-se que o bebê prematuro é aquele que nasce com menos de 37 semanas, levando-se em conta que a idade gestacional humana normal é de 37 a 40 semanas. Geralmente crianças que nascem nestas condições apresentam anemia, icterÃcia, pressão arterial baixa, respiração acelerada, infecção por vÃrus sincicial respiratório (VSR), distúrbios da glicose no sangue, apnéia, retinopatia e maior probabilidade de desenvolver bronquiolites e pneumonia.
Foto: Dora Pete
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Publicado por Angela Arraya







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