Aspirina é vilã ou mocinha?
O medicamento centenário ainda causa polêmica entre os especialistas.
Já era de conhecimento dos médicos que pessoas que tomavam aspirina regularmente tinham menos chances de desenvolver tumores no cólon.
Agora, um novo estudo acrescenta que mesmo após o diagnóstico desta doença, aqueles que ingeriam o medicamento tinham chances maiores de sobreviver do que aqueles que não tomavam aspirina. Mas alguns especialistas alertam para o uso indiscriminado da droga.
E os benefÃcios chamam a atenção. Pacientes com câncer colo-retal que regularmente usavam aspirina antes e depois do diagnóstico tinham quase um terço a menos de chances de morrer do que os não usuários.
Aqueles que iniciaram tratamento com aspirina apenas após o diagnóstico tiveram melhora mais significativa e metade do risco de morrer reduzido.
Todos os pacientes estavam sendo tratados para câncer não metastático ou localizado. O estudo foi realizado através de uma parceria entre a escola de medicina de Harvard, o Massachusetts General Hospital e o Dana-Farber Cancer Institute, nos Estados Unidos.
A pesquisa foi publicada pelo The Journal of the American Medical Association e acompanhou 1.279 pacientes por 12 anos, em média.
O outro lado
Uma reportagem publicada nesta semana pelo New York Times alerta para que as pessoas não se empolguem tanto assim com os benefÃcios da aspirina. Afinal, ela é uma droga e possui efeitos colaterais.
O medicamento já existe há mais de cem anos e se tornou popular por ser pequena, barata e tratar problemas que vão desde uma simples dor-de-cabeça até prevenção de ataques cardÃacos.
Mas há também problemas. Entre os riscos apontados, ao consumir aspirina sem consultar um médico, estão as chances de desenvolver: hemorragia gastrointestinal, derrames hemorrágicos ou hemorragia cerebral.
Os especialistas ouvidos pelo NY Times alertam ainda que, apesar de ser uma descoberta fantástica, o estudo publicado é apenas uma evidência. Para ser tida como verdade absoluta, é preciso haver mais estudos, que repliquem os experimentos.
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Publicado por Carmem Moraes












[...] A melitina é uma pequena proteÃna, ou peptÃdeo, que é fortemente atraÃda para as membranas de células, onde pode abrir poros e matá-las. Em concentrações altas, ela pode destruir qualquer célula com que entrar em contato. Assim é um ótimo agente antibacteriano e antifúngico e, potencialmente, um agente contra o câncer. [...]