Anvisa quer reduzir venda de medicamentos falsos

“Quem compra medicamento falso arrisca a vida e perde dinheiro”. A dica faz parte da campanha “Medicamento Verdadeiro”, lançada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O objetivo é orientar a população sobre os riscos do consumo de medicamentos falsificados.
Com a campanha, a Anvisa pretende ensinar ao consumidor como diferenciar um medicamento verdadeiro de um falso. Também faz parte uma cartilha específica voltada para policiais federais, civis e militares que atuam na repressão a esse crime.
O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, ressaltou a gravidade do crime de falsificação de medicamentos. “Ao contrário de um CD ou tênis, no caso dos medicamentos, o dano pode ser a morte”, ressaltou Mello.
“Depois dos inalantes e da maconha, os benzodiazepínicos e os estimulantes são as substâncias mais usadas pela população, muitas vezes por meios ilícitos, o que mostra que a preocupação com os medicamentos precisa ser constante”, lembrou o coordenador-geral do Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas, Vladimir de Andrade Stempliuk.
O secretário-executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), André Barcellos, citou a importância da iniciativa da Anvisa: “ao se disponibilizar informações que contribuem para o consumo consciente, possibilita-se, também, o exercício da cidadania”.
A campanha “Medicamento Verdadeiro” é mais integra ações da Agência, que a partir de 2007, por meio de um convênio com a Polícia Federal, e da ação conjunta com as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais intensificou a fiscalização em farmácias e drogarias.
Em 2008, foram aprendidas 40 toneladas de produtos irregulares, entre medicamentos falsificados, sem registro e contrabandeados. Já em 2009, o volume apreendido foi de 333 toneladas.
Segundo Dirceu Raposo de Mello, há 15 anos o problema estava restrito a vendedores ambulantes. Agora, já pode ser identificado até mesmo em farmácias e drogarias regulares.
O estabelecimento pode sofrer penalidades ainda mais graves se participar de algum programa governamental, como o “Farmácia Popular”.
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Publicado por Carmem Moraes







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