Antidoping está em momento favorável
O Laboratório de Desenvolvimento e Tecnologia (Ladetec), da UFRJ, poderá se integrar aos outros 34 laboratórios credenciados pela Agência Mundial Antidoping (Wada) capacitados para detectar o HGH sintético usado, principalmente, por atletas de força e de potência, como os de atletismo de velocidade e nas provas de arremessos. O hormônio é usado em treinos por 3% de atletas. A informação é do brasileiro Eduardo de Rose, de 67 anos, membro das Comissões Médicas do Comitê Olímpico Internacional, da Agência Mundial Antidoping (Wada) e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). O médico gaúcho disse que o Ladetec está sendo olhado com carinho pelo governo e pela Wada, visando aos jogos Mundiais Militares de 2011, além da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.
De Rose atua no antidoping desde 1971 e está feliz da vida porque pela primeira vez na História um exame de antidoping conseguiu detectar o uso de uma versão sintética do hormônio do crescimento (HGH) em um jogador de rughy do Reino Unido. “A satisfação do meio antidoping é muito grande com esta detecção. Não é algo isolado, embora só tenha sido comprovado o caso do inglês, que admitiu o uso. Um positivo, às vezes, leva até dois anos para ser comprovado. É preciso aprimorar o teste”, disse. A Wada investiu muito dinheiro para descobrir a técnica laboratorial que identificasse o HGH.
O método surgiu o ano passado e sua descoberta, segundo Eduardo de Rose, é importante por sinalizar que a Wada está na direção correta, além de mostrar aos atletas que agora a entidade pode detectar o HGH. Ele acredita que haverá diminuição do uso do hormônio, mas também haverá a busca por outros dopings nã0-detectáveis inicialmente. O médico explica que o HGH tem uso clínico e medicinal para pessoas com problemas de crescimento. Neste caso, a dosagem clínica é muito menor que a do doping. O HGH é usado por quem se dopa para aumentar a produção de testosterona, que por sua vez, aumenta a massa muscular. Além do HGH, a insulina (indicada para diabéticos) vem sendo usada para aumentar massa muscular, embora cause hipoglicemia, que é a redução excessiva de glicose no sangue, e seja detectada com facilidade. As informações foram dadas por telefone, de Vancouver, no Canadá, onde De Rose está acompanhando o antidoping nas Olímpiadas de Inverno ao jornal O Globo.
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Publicado por Conceicao Costa







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