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Antidepressivos por qualquer motivo

Por Conceicao Costa, em Psiquiatria.

antidepressivos para qualquer motivo Antidepressivos por qualquer motivoNunca se consumiu tanto antidepressivos como agora. O “mito da pílula da felicidade”, como são conhecidos esses comprimidos, levou à ampliação, segundo a Anvisa, de 2003 a 2007, de 42% da venda de antidepressivos em farmácias. De 1999 a 2007, o Ministério da Saúde aumentou de quatro para sete os tipos de medicamentos para depressão distribuídos gratuitamente.

Tanto na rede pública quanto na privada, as pessoas chegam aos consultórios ansiosas, nervosas, tremendo muito, sentindo “uma agonia”, uma “coisa esquisita”. E aí, segundo o chefe do Serviço de Psiquiatria Médica do Hospital do Fundão, Marco Antônio Brasil, elas são medicadas pela sua situação de vida, como perdas e frustações. “Há pouca disponibilidade para ouvir o sofrimento alheio. O que ocorre é a medicalização do sofrimento humano. É como se o tranquilizante ou antidepressivo pudesse modificar e afetar essa estrutura”, diz o psiquiatra.

Médicos, em sua maioria clínicos, confundem ansiedade e tristeza com depressão e estão prescrevendo antidepressivos e remédios controlados por qualquer motivo. “Como não há uma resposta para a miséria e  para as queixas cotidianas, medica-se uma situação que não é médica. O médico está oferecendo falsa esperança ao paciente. É preciso mostrar a essas pessoas que elas não estão doentes. É o ambiente que está doente, não elas”, observa. E completa: “A medicação malfeita agrava o caso, porque os remédios têm efeitos colaterais e não geram resultado”, diz.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, de 2008 para cá, a distribuição de fluoxetina 20mg aumentou 131,57% – de 1,9 milhão para 4,4 milhões de caixas. São cerca de 12 mil comprimidos por dia. Na rede pública de São Paulo, a distribuição do mesmo remédio também aumentou de 18,3 milhões de comprimidos em 2005 para 39,4 milhões em 2008. O tranquilizante diazepan é o mais prescrito no Estado de São Paulo, com 138 milhões de unidades distribuídas nos últimos três anos.

Em Belo Horizonte, em um ano, as farmácias das unidades médicas distribuíram até 41,9% a mais de pílulas, caso do carbonato de lítio 300mg, estabilizador de humor usado no tratamento de transtorno bipolar. A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo diz que a prefeitura orienta seus médicos a não prescreverem antidepressivos e remédios controlados por qualquer motivo, sugerindo tratamentos como caminhadas e terapias. Comer banana diariamente também é um excelente tratamento para superar a depressão porque a fruta possui alto teor de triptofane.



8 Comentários Publicado por Conceicao Costa
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8 comentàrios su "Antidepressivos por qualquer motivo"

  1. [...] estudo realizado com ratos constatou que os efeitos antidepressivos da eletroacupuntura estão associados às mudanças que são provocadas nos níveis da serotonina no [...]

  2. [...] inerte (falta de ação), e que apresenta efeitos terapêuticos devido aos efeitos fisiológicos da crença do paciente  de que está sendo tratado. O dicionário médico Hooper cita o placebo como o nome [...]

  3. [...] estresse não há separação de corpo e mente, corpo e espírito. As doenças têm um componente emocional, e a associação de estresse e doença é enorme, desde um resfriado a câncer. Há também, [...]

  4. [...] antidepressivos para aliviar sintomas de depressão leve a moderada não são mais eficazes do que placebos [...]

  5. [...] tratamentos para o vício, incluindo psicoterapia e, se for necessário, o uso de medicamentos como antidepressivos. Comente! Publicado por Conceicao Costa Tags associadas ao artigo: dependência, [...]

  6. [...] antibióticos, antiinflamatórios, diuréticos, como o Lasix, vasodilatadores, como o Viagra, e ansiolíticos como o Lexotan ficarão mais caros. O governo autoriza alta de até 4,83% para 20 mil [...]

  7. [...] doenças sistêmicas, em especial artrite, alergia e lúpus. Medicamentos como anti-histamínicos, antidepressivos e anti-hipertensivos também colaboram para o problema. Mulheres após a menopausa, pessoas [...]

  8. [...] tarja preta estampada no remédio não parece assustar muita gente boa por aí, pois há pessoas que estão [...]


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