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  • 14
  • nov

Aneurismas: silenciosos até a ruptura

Por Conceicao Costa, em Cirurgia.

aneurisma I 300x235 Aneurismas: silenciosos até a rupturaOs aneurismas são doenças silenciosas.  Qualquer pessoa pode ter. A maioria só descobre a doença  quando acontece a ruptura,  que causa hemorragia chamada de meníngea (sob as meninges). A palavra aneurisma vem do grego e significa alargamento. Aneurisma significa também dilatação permanente de um segmento vascular. Os médicos consideram um aneurisma, quando uma dilatação é mais de 50% num segmento vascular. Além do elevado índice de mortalidade (40%) relacionada ao rompimento, o surgimento de novas hemorragias é ainda mais grave, segundo os médicos, e ocorre principalmente nos primeiros dias.

60% dos casos de aneurismas acontecem no sexo feminino e as rupturas ocorrem com maior frequência entre os 40 e 60 anos. A ruptura causa dor de cabeça intensa com a característica de ter seu início súbito e pode ocorrer após algum esforço físico, sendo acompanhada por náuseas, vômitos,  convulsões e perda da consciência. Esses sintomas é por causa da elevação abrupta da pressão intracraniana e da irritação das meninges cusada pela presença do sangue estravasado.

O grau de periculosidade do aneurisma cerebral vai depender do seu tamanho, localização no cérebro, se ocorreu vazamento ou ruptura, e ainda a idade e a saúde da pessoa. Os fatores de risco para o aneurisma cerebral é arteriosclerose (quem fuma tem oito vezes mais risco de desenvolver aneurisma); histórico familiar de aneurisma, doença cardíaca e outros problemas nas artérias; pressão muito alta e contínua entre os 35 e 60 anos de idade e uso de entorpecentes como a cocaína.

A tomografia computadorizada de crânio é o exame inicia para se comprovar precocemente a ocorrência da hemorragia sub-aracnóide. A angiografia cerebral por cateterismo é o exame padrão para o diagnóstico dos aneurismas cerebrais. Esse exame permite avaliar a topografia e a anatomia do aneurisma, e é fundamental na decisão do tipo de tratamento que deverá ser realizado (embolização ou microcirurgia). A embolização é hoje uma técnica que trata pacientes com aneurismas cerebrais ao invés de microcirurgias. O Sistema Único de Saúde (SUS) faz embolização de aneurismas desde 2002.

Dados do Data-SUS demonstram o aumento anual do número de pacientes tratados pela embolização em todo o país. Em 2003 foram tratados 414 casos de aneurismas cerebrais por embolização e 3.517 casos pela microcirurgia. Em 2004, houve um aumento do tratamento por embolização para 771 casos e o número de cirurgias manteve-se inalterado. 200.000 pacientes no mundo já foram tratados com embolização. A técnica oferece ao paciente uma exposição cirúrgica mínima ,  independe do grau clínico da pessoa, não há necessidade de transfusões sanguíneas, oferece um mínimo de risco de infecção operatória, maior rapidez no tratamento e menos dias de internação.



5 Comentários Publicado por Conceicao Costa
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5 comentàrios su "Aneurismas: silenciosos até a ruptura"

  1. [...] visual. O nervo óptico é a parte do olho que carrega a informação visual até o cérebro. É formado por mais de um milhão de células nervosas. Quando a pressão do olho sobe, as [...]

  2. [...] de realidade ficando incapaz de distinguir a experiência real da imaginária. É uma doença do cérebro com manifestações psíquicas que começa no final da adolescência ou início da idade adulta, [...]

  3. [...] ano no mundo. Menos de 10% são de causas agudas (mortes súbitas como infarto, acidente de carro, aneurisma e embolia pulmonar). os 90% restantes são de causas degenerativas (como câncer, demência, Aids, [...]

  4. [...] com a remessa da peça (espirais de platina) que custa R$ 3 mil. Operações em pacientes com aneurisma cerebral custavam aos cofres  da Prefeitura até R$ 30 mil. Algumas vezes, o paciente nem chegava a ser [...]

  5. José Oliveira

    Minha filha de 35 anos através de TAC foi observado:

    Microadenoma 4mm diametro na hemihipofese esquerda

    Dilatação aneurismática sacular com cerca de 3 mm de diametro da vertente interna do segmento cavernoso distal da artéria carótida interna esquerda que se dirige para dentro e para baixo

    Acabamos de saber ontem.
    Grato pela vossa ajuda de como proceder?


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