Alzheimer, Pau-brasil tem um composto contra a doença
Pesquisadores brasileiros da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) descobriram nas sementes do pau-brasil protéinas com propriedades antiinflamatórias e anticoagulantes para serem usadas no tratamento de doenças como psorÃase (inflamação na pele) e o mal de Alzheimer. Uma proteÃna chamada CeKI já provou, segundo os pesquisadores envolvidos no projeto, ser capaz de inibir a produção de enzimas, como a calicreÃna, envolvidas com o mal de Alzheimer.
Já se conhece o uso medicinal das folhas, da casca e da madeira do pau-brasil, mas a pesquisa com as sementes começou em 2000 e é realizada pelo grupo da Unifesp. A árvore de pau-brasil alcança de 10 a 15 metros. Alguns historiadores afirmam que o corte do pau-brasil para a obtenção de sua madeira e resina (extraÃda para uso como tintura em manufaturas de tecidos de alto luxo) foi a primeira atividade econômica dos colonos portugueses na recém-descoberta Terra de Santa Cruz, no século XVI. Até 1530, a árvore foi o único produto retirado da colônia. Do litoral do Rio Grande do Norte até a costa do Rio de Janeiro, o pau-brasil era a árvore dominante na Mata Atlântica Brasileira. Atualmente, o pau-brasil está ameaçado de extinção.
De acordo com os pesquisadores, a proteÃna CeKI revelou ser capaz de inibir a ação de enzimas que participam dos processos de coagulação do sangue. A enzima também mostrou ser útil como anitinflamatório para conter a dor e a inflamação causados pelo veneno de um peixe, o niquim, muito comum no Nordeste. recentemente, outra proteÃna extraÃda das sementes do pau-brasil, a CeEI, também foi eficiente na diminuição de edemas em pulmões de cobaias. Essa proteÃna é inibidora de uma enzima chamada elastase, cujo excesso pode ocasionar a sÃndrome da angústia respiratória do adulto (SARA), uma doença caracterizada por uma grave insuficiência respiratória.
O conhecimento cientÃfico em torno do pau-brasil está relatado no livro “Pau-brasil, da semente à madeira“. Os estudos das propriedades do pau-brasil, que abrange várias espécies de árvores do gênero Caesalpinia (as mais comuns são a a Caesalpinia sappan e Caesalpinia echinata), se desenvolvem, segundo os pesquisadores, sem que seja necessario cortar uma árvore de pau-brasil. Isso acontece porque o gene de uma dessas proteÃnas (CeEI) foi clonado pelo grupo de pesquisadores. Com esse cuidado, as pesquisas são realizadas sem a necessidade de usar as sementes originais.
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Publicado por Conceicao Costa










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