Alimentos calóricos em lanches infantis

Você já parou para pensar que aquela inocente e despretensiosa ida a uma lanchonete com seu filho pode estar contribuindo para que ele, mais adiante, adquira diabetes e hipertensão? Pois fique sabendo que comidas pobres em nutrientes e ricas em calorias, açúcar, gorduras e sal oferecidas pelas redes de fast-food são condenadas pela Consumers International, entidade com 220 organizações associadas mundo afora, que decidiu testar o valor nutricional e as estratégias de marketing das redes fast-food em 14 países, em três continentes (Europa Ásia e América Latina).
Os dados analisados no Brasil para essa pesquisa mostram que o percentual de sal, por exemplo, pode representar mais que o dobro do recomendado para o consumo em um dia para crianças de 7 a 10 anos de idade. A Consumers International quer que haja uma regulamentação internacional para o marketing de comidas e bebidas consideradas pobres em nutrientes e ricas em calorias. “É preciso que haja uma decisão governamental para um padrão de alimento saudável. Restrição à publicidade não é censura. Queremos destacar a responsabilidade social dos fornecedores para a formação de um padrão saudável de alimentação, na composição nutricional dos produtos e no marketing”, disse a coordenadora-executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e responsável pela pesquisa no Brasil, Lisa Gunn.
O levantamento realizado por Lisa Gunn com o McDonald’s, Buge King, Bob’s, Giraffas e Habib’s mostra que os menus infantis apresentam altíssimos níveis de gorduras totais e saturadas e de sódio. A Anvisa disse que até o final do ano uma nova regulamentação para a publicidade de alimentos deverá entrar em vigor. A minuta do regulamento, que deu origem à consulta pública ,nasceu da constatação do aumento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão. 69% de recursos para a saúde são gastos no tratamento de doenças crônicas.
Especialistas dizem que a regulamentação estabelece parâmetros do que é considerado um alimento saudável e limites à publicidade. Para as crianças, a regulamentação prevê a restrição no uso de personagens do mundo infantil, já que foi comprovado que elas não distinguem propaganda da programação. De acordo com pesquisa da doutora em Psicologia Social e nutricionista da Universidade de Brasília (UnB), Renata Monteiro, apenas 3% da publicidade de alimentos são de produtos saudáveis. Das 290 peças publicitárias direcionadas ao público infantil, apenas uma era de alimento saudável.
4 Comentários
Publicado por Conceicao Costa







[...] alimentação saudável é um dos principais fatores para se obter uma melhor qualidade de vida, equilíbrio [...]
[...] amenizar o problema e podem ser aplicadas às crianças antes de dormir, como, por exemplo, levar o filho ao banheiro antes de colocá-lo na cama, não dar nenhum líquido duas horas antes de deitá-lo e [...]
[...] consequência do consumo errado ou excessivo de alimentos, principalmente aqueles considerados mais calóricos, ricos em [...]
[...] consumo do tempero ao longo da vida, o ideal, segundo os espeicalistas, é reduzir o sódio já na infância. O sal em excesso – o brasileiro está consumindo de 12g a 14g por dia – retém água [...]