Alimento industrializado aumenta risco de depressão
O perigo de uma alimentação ruim, baseada no consumo de carnes processadas, doces, cereais refinados e produtos com grande adição de corantes, conservantes etc. dobra o risco de depressão. O estudo aponta que a ação da chamada junk food no desenvolvimento do distúrbio aumenta os riscos, principalmente para pessoas na meia idade.
Publicado no British Journal of Psychiatry, o trabalho acompanhou quase 3.500 homens durante cinco anos, no Reino Unido e se baseou no estudo de coorte Whitehall 2, que envolve vários países e inclui no total mais de 10 mil pessoas.
Os pesquisadores do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College, em Londres, e do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica de Montpellier, na França, controlaram uma ampla gama de variáveis, como condições sociodemográficas, hábitos de vida e parâmetros médicos.
O padrão alimentar foi definido em dois grupos: alimentação integral, com alto consumo de vegetais, frutas e peixes e no segundo grupo, uma alimentação bastante industrializada, com a ingestão de doces, frituras, carne processada, gorduras trans e saturadas e produtos refinados.
Após cinco anos, os participantes responderam a um questionário padronizado para medir os sintomas de depressão. Os pesquisadores fizeram, então, os ajustes para eliminar fatores como atividade física, doenças crônicas, tabagismo e depressão preexistente. Mesmo excluindo esses potenciais influenciadores, o grupo com o padrão alimentar baseado em alimentos industrializados apresentou o dobro de chances de desenvolver depressão.
Os estudos mostram que substâncias produzidas por certos alimentos levam à produção de proteínas com ação pró-inflamatória, ou seja, a alta ingestão de produtos industrializados cria uma sinalização inflamatória que pode servir de “gatilho” da depressão.
As hipóteses continuarão a serem testadas, entretanto a alimentação ruim pode dobrar o risco de depressão e a saudável pode diminuir o risco da doença, afirma Tasmine Akbaraly, coordenador do estudo. Mas, ainda não há evidência de que mudar o padrão alimentar pode reverter o distúrbio, finaliza o pesquisador.
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Publicado por Mondarto







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