Alcoolismo pode ser passado de mãe para filha
A psicóloga Ana Beatriz Pedriali, afirma que o alcoolismo é uma doença e pode ser passada de mãe para filha.
Para sua tese de doutorado a pesquisadora acompanhou 62 mulheres alcoólatras e não alcoólatras e concluiu que, além do fator genético, o comportamento e as relações familiares são determinantes para o vício. Segundo a psicóloga, entre as alcoólatras participantes do estudo, pelo menos uma em cada cinco era filha de uma mulher também viciada em álcool.
A maioria das mulheres dependentes tinha uma relação conflituosa com mães e avós e elas reproduzem o mesmo comportamento com as filhas, explica a psicóloga. São mulheres que aprendem a resolver problemas bebendo, diz Ana Beatriz.
A genética é responsável por 50% a 60% da tendência ao alcoolismo tanto em mulheres quanto em homens, mas as semelhanças entre os sexos param por aí, dizem os especialistas. A mulher é mais vulnerável e pode ficar viciada mais rapidamente, porque a mesma dose consumida é capaz de embriagar mais rápido a mulher que o homem. Segundo pesquisas realizadas, a mulher pode desenvolver o vício em apenas cinco anos, enquanto que nos homens demoram em média, dez anos.
De acordo com psiquiatras estudiosos da dependência química, tanto do álcool como de outras drogas, a mulher tem um volume menor de água no corpo em relação aos homens, por isso o álcool fica mais concentrado no sangue do organismo feminino.
Os hábitos que acompanham a dependência também diferem. Ao contrário dos homens, que bebem em grupo e em público, as mulheres bebem mais sozinhas. Começam a beber mais tarde que o sexo oposto, mas as consequências à saúde aparecem mais cedo.
Outra característica da mulher alcoólatra é de esconder o vício. Ou seja, o alcoolismo feminino tem menor visibilidade, porque elas têm mais dificuldade em assumir o problema, procurar ajuda e, quando procuram, desistem do tratamento mais fácil.
Os psicólogos afirmam que para a mulher alcoólatra há obstáculos morais e estruturais, além do preconceito. Elas são mal vistas, tem à disposição um número menor de ambulatórios para tratamento e muitos não estão preparados para receber mulheres dependentes, concluem.
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Publicado por Mondarto












É preciso um cuidado muito grande pois os filhos seguem os pais.