A pílula do dia seguinte
Existem muitos métodos anticoncepcionais disponíveis no mercado, DIU, camisinha, anticoncepcional oral, dentre outros, de diferentes preços e eficiência, se utilizados corretamente. Mas, mesmo com este leque de opções muitas mulheres passaram a utilizar a pílula do dia seguinte como se fosse um método anticoncepcional. E, o mais grave, sem orientação médica. A pílula do dia seguinte deve ser administrada de maneira responsável, apesar de ser um bom método para se evitar uma gravidez indesejada, seu uso não pode ser banalizado.
O contraceptivo de emergência, cujo princípio ativo é o levonorgestrel, tem indicações precisas. Serve para situações quase “emergenciais” como quando o método preventivo escolhido falhou, como por exemplo, a camisinha que furou durante a relação, embora sua aplicação seja mais comum para casos de violência sexual ou estupro. Os médicos alertam que a pílula do dia seguinte jamais substituirá a camisinha, porque ela age apenas como anticoncepcional e não na prevenção de doenças venéreas ou AIDS.
O fato de seu uso irresponsável pelas mulheres está comprovado pelo resultado da recente pesquisa realizada pelo Programa do Adolescente do Estado de São Paulo. Cerca de 33% das garotas que tomaram esses comprimidos não se preocuparam com nenhum método contraceptivo e não procuraram um profissional para orientação. No estudo, as entrevistadas disseram que não usam a pílula anticoncepcional para que os pais em casa não saibam que já iniciaram sua vida sexual e algumas por não terem namorado fixo, não querem tomar remédio com hormônio continuamente.
A pílula do dia seguinte, se mal utilizada, oferece riscos à saúde. Em sua fórmula poderosa está contida uma quantidade de substâncias agressivas ao organismo. Comparativamente, dois comprimidos da pílula do dia seguinte equivalem à meia cartela de um anticoncepcional de baixa dosagem.
Como o próprio nome diz, ela deve ser usada em casos excepcionais e não como um anticoncepcional de rotina.
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Publicado por Mondarto







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