A luta pelo direito de ser gordo
Negros, mulheres, muçulmanos, judeus, homossexuais e outras minorias que se consideravam excluídas já lutaram por seus direitos na sociedade. Agora é a vez dos gordos e obesos que querem defender o direito de serem gordos.
Na contramão de milhões de pessoas em todo o mundo que desejam e lutam para perder peso, alguns americanos decidiram continuar “em forma”, gordos e levantaram a bandeira da Associação Nacional para o Avanço da Aceitação dos Gordos, Naafa, sigla em inglês. Na briga, em busca de dignidade e igualdade, perante a sociedade, estão promovendo ações e discussões para que, mesmo fora do padrão de magreza, sejam respeitados e não sofram discriminações e estigmas.
Segundo a Naafa, os gordos ainda passam por preconceitos, são recusados por algumas seguradoras, correm o risco de pagar passagens aéreas mais caras, além de muitas vezes serem motivos de gozações e deboches, principalmente na fase escolar, quando tanto entre os meninos como entre as meninas, são apelidados de nomes constrangedores.
A organização, fundada há 40 anos, mas só agora ganha projeção, defende que o ser humano pode ser gordo mesmo com uma alimentação saudável e a prática de exercícios, embora os médicos discordem da afirmação e dizem que não é bem assim. As pessoas gordas ou obesas, de acordo com pesquisas da Federação Internacional de Diabetes, está mais propensa a doenças relacionadas à hipertensão, pressão alta, colesterol elevado, problemas ortopédicos, de articulação, coluna e a própria diabetes.
Devido a estas complicações, cerca de US$ 147 bilhões nos Estados Unidos são gastos anualmente com tratamento de saúde para obesidade, correspondendo a 9,1% dos custos médicos em todo território americano, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, em Washington. Soma-se ainda um alto montante de dólares destinado à compra de mesas, macas e cadeiras de rodas mais resistentes para acomodar os obesos durante os procedimentos cirúrgicos e as internações hospitalares. Nas mulheres obesas ainda há outro agravante, a repercussão psicológica pode muitas vezes levar à depressão, em função da pressão social e da cobrança para alcançar o “corpo ideal”.
O movimento dos gordos pode existir, mas é bom também alertar para os fatores de risco que o excesso de peso pode acarretar à saúde, defendem os médicos.
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Publicado por Mondarto







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